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Israel, 60 anos, nada a comemorar

Em 14 de maio, o Estado sionista completa 60 anos. Documentários sobre a construção de um país “no deserto” certamente inundarão as cadeias de TV e rádio, jornais e revistas. Analistas falarão sobre o direito do país de se “defender”. Políticos de todo o mundo se sentirão obrigados a comparecer a cerimônias ou a pronunciar discursos, sob o risco de serem taxados de “anti-semitas” se não o fizerem. Aqueles que denunciarem o Estado sionista pelas constantes violações dos direitos humanos e do direito internacional, serão acusados de “aliados dos terroristas” ou de "anti-semitas" (como ilustra o cartoon de Latuff, à direita).
E para quem conhece o que está ocorrendo na Palestina, não há como não denunciar o Estado sionista pelas constantes violações dos direitos humanos e do direito internacional. Garantido pelos Estados Unidos, Israel é o único país do Oriente Médio que tem permissão de violar aqueles direitos sem ser importunado pelas grandes potências, pelas Nações Unidas, ou mesmo pela crítica internacional.
O aniversário deste Estado não deve ser comemorado enquanto persistir o regime de ocupação de terra palestina, condenado pela resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU em 1967 e por inúmeras resoluções subseqüentes a a cada ano, e que se constitui em flagrante violação de direitos humanos. E, enquanto persistir tal regime, o país continuará a ser considerado um pária internacional por aqueles que conhecem a história contemporânea.

Latuff, cartunista brasileiro


O cartunista brasileiro Carlos Latuff é mundialmente reconhecido como um dos principais cartunistas políticos da atulidade. Especialmente no que diz respeito ao conflito palestino-israelense, seus cartoons e caricaturas são admirados por todos aqueles que têm uma visão crítica da aliança sionista-estadunidense.
Adiante indico alguns sites onde se pode conhecer a obra deste mordaz crítico da política internacional contemporânea.